The account of Elijah on Mount Horeb is one of my favorite passages in all of Sacred Scripture. Elijah has fled into the wilderness, exhausted, discouraged, and afraid. After being strengthened by the food God provides, he journeys for forty days and forty nights until he reaches the mountain of God. There, Elijah waits for the Lord to reveal Himself. God ultimately reveals Himself not in a big dramatic way but in a small, whispering sound.
We often expect God to act through something dramatic, grandiose, or impossible to overlook. We look for unmistakable signs, overwhelming emotions, or extraordinary miracles. God certainly can reveal Himself in powerful ways, but Elijah’s experience reminds us that He often chooses to work through small movements: a quiet conviction, a gentle invitation, a moment of clarity, a word from a friend, or a growing desire planted deep within the heart.
This passage lies at the root of Carmelite spirituality, with its emphasis on silence, prayer, contemplation, and attentiveness to the presence of God. Yet this spirituality is not meant only for Carmelites. The contemplative spirit is meant to nourish the whole Church. Every Christian needs to cultivate the interior silence that allows us to recognize God’s voice and respond to His direction.
Prayer allows God to lead us up the mountain. The journey may stretch us, challenge us, and require us to leave behind things to which we have become attached. At times, the path may seem difficult or uncertain. Yet as we surrender our plans, distractions, fears, and false securities, we become more capable of receiving what God desires to give us: communion with Him rooted in silence, reflection, and love.
We do not remain on the mountain forever. Genuine prayer always sends us back into the world. Having encountered God, we descend the mountain prepared to become His lowercase prophets in modern times. We may not stand before kings or call down fire from heaven as Elijah did, but we are sent to speak words of hope, conversion, mercy, and truth. We reveal God’s goodness through the way we serve, forgive, encourage, and accompany others.
Peter has a similar experience in the Gospel, although his encounter takes place on the water rather than on a mountaintop. When Jesus comes toward the disciples across the stormy sea, Peter boldly asks to come to Him. Jesus responds with a simple invitation: “Come.”
Peter steps out of the boat. For a few extraordinary moments, he walks upon the water toward Jesus. Yet when he notices the strength of the wind, fear takes hold of him, and he begins to sink. Peter learns the importance of keeping his eyes fixed upon the Lord rather than upon the storm surrounding him. His transformation does not happen immediately. Peter will later deny that he even knows Jesus. He will weep bitterly over his failure and undergo a profound conversion. Yet the man who once faltered while walking toward Jesus eventually becomes the man who gives his life for Jesus. The frightened fisherman becomes the courageous apostle who walks into heavenly glory.
What about us? God continually calls us out of our comfort zones. He continually invites us, “Follow me.” Yet we are often surrounded by so much noise that God’s invitations are difficult to hear. Silence can feel uncomfortable and perhaps even frightening. When we become quiet, we may encounter questions, wounds, fears, and desires we have tried to avoid. Nevertheless, it is in silence and reflection that we begin to discover who God truly is and who He has called us to become.
We are blessed to have among us people who are stepping boldly into this journey. Over these past few days, many of you have met Helmer, our seminarian, whose vocation to the priesthood has been nurtured through your prayers and example here in our Stoughton Catholic community. He stands before us as a brother in Christ who needs our prayers and support. He also offers us a prophetic witness because when many hesitate in the boat or at the base of the mountain, he has been willing to step forward and go where God is leading him, even when the path may resemble a stormy sea.
Where is God calling you? To whom are you being sent to offer a prophetic word of hope, encouragement, or conversion? Make time to listen. Step forward boldly and do not be afraid. The storm may rage, and God’s invitation may at times seem wild or even slightly irrational. Yet by keeping our eyes fixed upon the Lord, we will continue walking toward heavenly glory. Our Lord deserves your boldness, and our community needs your witness. Do not be afraid. —Fr. Carlos
O relato de Elias no monte Horeb é uma das minhas passagens favoritas de toda a Sagrada Escritura. Elias fugiu para o deserto, exausto, desanimado e com medo. Depois de ser fortalecido pelo alimento que Deus lhe oferece, caminha durante quarenta dias e quarenta noites até chegar ao monte de Deus. Ali, Elias espera que o Senhor se revele. Deus acaba por se manifestar não de modo grandioso ou dramático, mas no murmúrio dum som silencioso.
Muitas vezes esperamos que Deus atue de forma dramática, grandiosa ou impossível de ignorar. Procuramos sinais inequívocos, emoções avassaladoras ou milagres extraordinários. Deus pode certamente revelar-se de maneiras poderosas, mas a experiência de Elias recorda-nos que ele escolhe, muitas vezes, agir através de pequenos movimentos: uma convicção silenciosa, um convite delicado, um momento de clareza, uma palavra dum amigo ou um desejo crescente, plantado no mais profundo do coração.
Esta passagem encontra-se na raiz da espiritualidade carmelita, com a sua ênfase no silêncio, na oração, na contemplação e na atenção à presença de Deus. Contudo, esta espiritualidade não é só para os carmelitas. O espírito contemplativo deve alimentar toda a Igreja. Cada cristão precisa cultivar o silêncio interior que nos permite reconhecer a voz de Deus e responder à direção que Ele nos indica.
A oração permite que Deus nos conduza até ao alto da montanha. A caminhada pode fazer-nos crescer, desafiar-nos e exigir que abandonemos coisas às quais nos apegámos. Por vezes, o caminho pode parecer difícil ou incerto. Contudo, à medida que entregamos os nossos planos, distrações, medos e falsas seguranças, tornamo-nos mais capazes de receber aquilo que Deus deseja oferecer-nos: a comunhão com Ele, enraizada no silêncio, na reflexão e no amor.
Não permanecemos para sempre no alto da montanha. A oração autêntica envia-nos sempre de volta ao mundo. Depois de encontrarmos Deus, descemos da montanha preparados para nos tornarmos os Seus profetas para os tempos modernos. Talvez não compareçamos diante de reis nem façamos descer fogo do céu, como Elias, mas somos enviados a proclamar palavras de esperança, conversão, misericórdia e verdade. Revelamos a bondade de Deus por meio de como servimos, perdoamos, encorajamos e acompanhamos os outros.
Pedro vive uma experiência semelhante no evangelho, embora o seu encontro aconteça sobre as águas e não no alto duma montanha. Quando Jesus se aproxima dos discípulos atravessando o mar tempestuoso, Pedro pede-lhe corajosamente que o deixe ir ao seu encontro. Jesus responde com um convite simples: «Vem.»
Pedro sai da barca. Durante alguns momentos extraordinários, caminha sobre as águas em direção a Jesus. Contudo, quando repara na força do vento, o medo apodera-se dele e começa a afundar-se. Pedro aprende a importância de manter os olhos fixos no Senhor, em vez de se concentrar na tempestade que o rodeia.
A sua transformação não acontece imediatamente. Mais tarde, Pedro negará até conhecer Jesus. Chorará amargamente o seu fracasso e passará por uma profunda conversão. No entanto, o homem que um dia vacilou enquanto caminhava em direção a Jesus acaba por se tornar aquele que dá a vida por Jesus. O pescador assustado transforma-se no apóstolo corajoso que caminha para a glória celeste.
E nós? Deus chama-nos continuamente a sair da nossa zona de conforto. Convida-nos repetidamente: «Segue-Me.» Contudo, muitas vezes estamos rodeados de tanto ruído que se torna difícil ouvir os convites de Deus. O silêncio pode parecer desconfortável e até assustador. Quando nos aquietamos, podemos encontrar perguntas, feridas, medos e desejos que temos tentado evitar. Apesar disso, é no silêncio e na reflexão que começamos verdadeiramente a descobrir quem Deus é e quem Ele nos chamou a ser.
Somos abençoados por termos entre nós pessoas que avançam com coragem nesta caminhada. Ao longo destes últimos dias, muitos de vós conheceram Helmer, o nosso seminarista, cuja vocação ao sacerdócio foi alimentada pelas vossas orações e pelo vosso exemplo aqui na nossa comunidade católica de Stoughton. Ele apresenta-se diante de nós como um irmão em Cristo que precisa das nossas orações e do nosso apoio. Oferece-nos também um testemunho profético, pois, enquanto muitos hesitam dentro da barca ou permanecem junto à base da montanha, ele mostrou-se disposto a avançar e a seguir para onde Deus o conduz, mesmo quando o caminho pode assemelhar-se a um mar tempestuoso.
Para onde Deus está a chamar-te? A quem estás a ser enviado para oferecer uma palavra profética de esperança, de encorajamento ou de conversão? Reserva tempo para escutar. Avança com coragem e não tenhas medo. A tempestade pode agitar-se, e o convite de Deus pode, por vezes, parecer ousado ou até ligeiramente irracional. Contudo, mantendo os olhos fixos no Senhor, continuaremos a caminhar em direção à glória celeste. O nosso Senhor merece a tua coragem, e a nossa comunidade precisa do teu testemunho. Não tenhas medo. — Pe. Carlos
El relato de Elías en el monte Horeb es uno de mis pasajes favoritos de toda la Sagrada Escritura. Elías ha huido al desierto, agotado, desanimado y lleno de miedo. Después de ser fortalecido con el alimento que Dios le proporciona, camina durante cuarenta días y cuarenta noches hasta llegar al monte de Dios. Allí, Elías espera que el Señor se le revele. Finalmente, Dios se manifiesta no de manera grandiosa ni dramática, sino en el murmullo de una brisa suave.
Con frecuencia esperamos que Dios actúe por medio de algo dramático, grandioso o imposible de pasar por alto. Buscamos señales inequívocas, emociones abrumadoras o milagros extraordinarios. Ciertamente, Dios puede revelarse de maneras poderosas, pero la experiencia de Elías nos recuerda que muchas veces Él elige obrar mediante pequeños movimientos: una convicción silenciosa, una invitación amable, un momento de claridad, una palabra de un amigo o un deseo que va creciendo y que ha sido sembrado en lo más profundo del corazón.
Este pasaje se encuentra en las raíces de la espiritualidad carmelita, con su énfasis en el silencio, la oración, la contemplación y la atención a la presencia de Dios. Sin embargo, esta espiritualidad no está destinada únicamente a los carmelitas. El espíritu contemplativo está llamado a alimentar a toda la Iglesia. Todo cristiano necesita cultivar ese silencio interior que nos permite reconocer la voz de Dios y responder a su dirección.
La oración nos permite que Dios nos conduzca hasta lo alto de la montaña. El camino puede exigirnos, desafiarnos y pedirnos que dejemos atrás aquello a lo que nos hemos apegado. En ocasiones, el sendero puede parecer difícil o incierto. Sin embargo, a medida que entregamos nuestros planes, distracciones, temores y falsas seguridades, nos volvemos más capaces de recibir aquello que Dios desea darnos: la comunión con Él, arraigada en el silencio, la reflexión y el amor.
No permanecemos para siempre en la montaña. La verdadera oración siempre nos regresa al mundo. Después de habernos encontrado con Dios, descendemos de la montaña preparados para convertirnos en sus profetas en el mundo de hoy. Tal vez no nos presentemos ante reyes ni hagamos descender fuego del cielo como Elías, pero somos enviados a pronunciar palabras de esperanza, conversión, misericordia y verdad. Revelamos la bondad de Dios por la manera en que servimos, perdonamos, animamos y acompañamos a los demás.
Pedro vive una experiencia semejante en el Evangelio, aunque su encuentro ocurre sobre el agua y no en la cima de una montaña. Cuando Jesús se acerca a los discípulos caminando sobre el mar embravecido, Pedro le pide con valentía que le permita ir hacia Él. Jesús responde con una sencilla invitación: «Ven».
Pedro sale de la barca. Durante unos momentos extraordinarios, camina sobre el agua hacia Jesús. Sin embargo, cuando se fija en la fuerza del viento, el miedo se apodera de él y comienza a hundirse. Pedro aprende la importancia de mantener los ojos fijos en el Señor en lugar de centrarse en la tormenta que lo rodea. Su transformación no ocurre de inmediato. Más tarde, Pedro incluso negará conocer a Jesús. Llorará amargamente por su fracaso y atravesará una profunda conversión. Sin embargo, el hombre que una vez vaciló mientras caminaba hacia Jesús termina convirtiéndose en el hombre que entrega su vida por Jesús. El pescador atemorizado se transforma en el apóstol valiente que entra en la gloria del cielo.
¿Y nosotros? Dios nos llama continuamente a salir de nuestras zonas de confort. Nos invita constantemente: «Sígueme». Sin embargo, muchas veces estamos rodeados de tanto ruido que resulta difícil escuchar las invitaciones de Dios. El silencio puede resultar incómodo e incluso aterrador. Cuando nos quedamos en silencio, podemos encontrarnos con preguntas, heridas, temores y deseos que hemos tratado de evitar. Sin embargo, es precisamente en el silencio y en la reflexión donde comenzamos a descubrir quién es verdaderamente Dios y quiénes nos ha llamado Él a ser.
Tenemos la bendición de contar entre nosotros con personas que entran con valentía en este camino. Durante estos últimos días, muchos de ustedes han conocido a Helmer, nuestro seminarista, cuya vocación al sacerdocio ha sido alimentada por sus oraciones y por el ejemplo que ustedes le han dado aquí, en nuestra comunidad católica de Stoughton. Él está ante nosotros como un hermano en Cristo que necesita nuestras oraciones y nuestro apoyo. Al mismo tiempo, nos ofrece un testimonio profético, porque mientras muchos permanecen dentro de la barca o al pie de la montaña, él ha decidido dar un paso adelante e ir adonde Dios lo guía, incluso cuando el camino pueda parecerse a un mar embravecido.
¿Adónde te está llamando Dios? ¿A quién estás siendo enviado para ofrecer una palabra profética de esperanza, ánimo o conversión? Haz tiempo para escuchar. Da un paso adelante con valentía y no tengas miedo. La tormenta puede arreciar y la invitación de Dios puede parecer, a veces, audaz o incluso un poco irracional. Sin embargo, si mantenemos los ojos fijos en el Señor, continuaremos caminando hacia la gloria del cielo. Nuestro Señor merece tu valentía, y nuestra comunidad necesita tu testimonio. No tengas miedo. —P. Carlos